Edição 02 - Agosto de 2015

Novas tecnologias  em alojamentos e sua importância para a experimentação animal 

A pesquisa moderna frequentemente envolve sofisticados e sensíveis equipamentos, que demandam meticulosas validação, calibração e manutenção, visando assegurar a confiabilidade e areprodutibilidade dos experimentos. 
Uma das funções desses equipamentos é a medição de respostas biológicas dos animais envolvidos nos experimentos. Para tal propósito, os animais devem ser alojados em condições que evitem a ocorrência de enfermidades, assegurando o status sanitário, e serem criados com manejo zootécnico para manterem o padrão genético estável (Majerowicz, 2008). 
Um biotério apoia-se em três principais pilares: os animais; os profissionais e os sistemas de barreiras.

Todos devem interagir harmoniosamente entre si, para reduzir ou eliminar todos os fatores de interferência que atuam negativamente na criação. 


Entre os inúmeros fatores de interferência, podemos citar a AMÔNIA como um dos principais “vilões” dos biotérios, capazes de produzir uma toxicidade sistêmica aos animais e aos humanos (Weatherby, 1952; Besh, 1972; Rosenbaumet al, 2009). Sua produção ocorre pela hidrólise da uréia por bactérias urease positiva presentes nas fezes e urina (Serrano, 1971; Gamble &Clough, 1976) e está diretamente relacionada com: temperatura, umidade, frequência de limpeza das gaiolas, densidade de ocupação, espécie animal, volume e composição da cama (Rosenbaumet al, 2009). 


Além destes fatores, cumpre destacar a existência de linhagens especiais que apresentam poliúria, sendo que, nestes casos, os cuidados com os modelos devem ser ainda maiores.

Os efeitos fisiopatológicos estão relacionados com o tempo de exposição a este gás, sendo os mais frequentes (Hoffmann &Solter, 2008; Charles River Laboratory, 2008):

 

AGUDO: irritação nas vias aéreas superiores, diminuição da frequência respiratória, redução do peso corporal.
CRÔNICO: lesões em trato respiratório superior e inferior, alterações na glicemia, na concentração de proteínas totais, na contagem leucócitos e eritrócitos e no consumo de O2, redução no tônus muscular, alterações no equilíbrio ácido-base e nas atividades das enzimas hepáticas e pancreáticas, insuficiência renal crônica, distúrbios no SNC, dentre outros. Além disso, do ponto de vista da saúde animal, diferentes autores referem a amônia como importante na manifestação de doenças inaparentes ou “subclínicas” de animais expostos a ela, fato que, muitas vezes torna o animal inadequado à experimentação além de comprometer o seu bem estar.

Como evitar estes prejuízos à pesquisa e principalmente aos animais?

Com o uso adequado dos SISTEMAS DE BARREIRAS. Estes são definidos como “Sistemas que combinam ASPECTOS CONSTRUTIVOS, EQUIPAMENTOS e MÉTODOS OPERATIVOS e que buscam estabilizar as condições das áreas restringidas, minimizando a probabilidade de patógenos ou outras substâncias indesejáveis contaminarem animais de áreas limpas e humanos”. Podemos pontuar vários exemplos de barreiras que devem necessariamente estar presentes nos diferentes tipos de biotérios:

• Materiais utilizados na construção; 
• Equipamentos de filtração de ar;
• Pressão diferencial entre os ambientes e fluxos internos;

• Autoclaves e produtos químicos utilizados na desinfeção e rotinas;
• Higiene pessoal, equipamentos de proteção individual, POPs;
• Equipamentos de proteção coletiva (EPC).

 

Dentre os EPCs existentes, os RACKS VENTILADOS são os equipamentos mais vendidos no mundo por apresentarem uma excelente relação custo-benefício e de biossegurança. Eles possuem inúmeros benefícios frente a outros equipamentos, dos quais se destacam:

· Uma densidade maior de gaiolas por m3 de sala que conduz a uma maior capacidade de alojamento e a uma redução nos custos de adequação física das instalações e manutenção das áreas de animais;


· Redução nos custos de sistemas de ar pois o número de trocas de ar da sala é menor e consequentemente a dimensão dos equipamentos de 
climatização;


· Remoção contínua dos principais poluentes (amônia e CO2) e umidade, gerando um maior intervalo para a troca da maravalha;


· Incremento na saúde e no bem estar dos animais e também dos profissionais pois reduz a dispersão de alérgenos para o ambiente favorecendo a saúde ocupacional.

Além destes fatores, destacam-se também a enorme eficiência na manutenção do status sanitário e genético, desenho compacto e ergométrico e sua adequação às normativas internacionais e à legislação vigente. 


Cada MINI ISOLADOR gera um ambiente individualizado (conforto) que evita a contaminação cruzada; a dispersão de odores e de fragmentos alergênicos. 


Devido ao sistema eficiente de ventilação IVC (Individually Ventilated Cages), a amônia, CO2 e umidade são retirados adequadamente do microambiente, possibilitando um aumento no intervalo de trocas das camas dos mini-isoladores. Isso gera uma significativa economia no uso de insumos como maravalha, produtos químicos e outros procedimentos de esterilização/desinfecção, assim como otimiza a mão-de-obra empregada e reduz o risco de doenças aos animais alojados. Como consequência, teremos resultados mais refinados permitindo a reprodutibilidade em qualquer laboratório experimental. 


A ALESCO é uma empresa genuinamente brasileira e se orgulha em fabricar o que há de mais moderno para o alojamento de animais de laboratório em sistemas IVC. O grande sucesso de seus produtos está diretamente vinculado à participação de bioteristas brasileiros que continuamente auxiliam no aprimoramento de seus equipamentos.

Thiago Vignoli, PhD
Médico Veterinário (CRMV SP 20615)

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